Quarta-feira, Setembro 17, 2008

Quando decidi emagrecer

Perdi meu pênis de uma hora pra outra. Foi numa noite de Sábado quando estava me preparando para sair que percebi que alguma coisa não estava bem. Olhei-me na frente do espelho e lá estava ele calmo, atento, parado se mais fortes pretensões. Confortava-me saber que estava li e que não havia falhado nunca. Pensei em algumas peripécias. Saudade. Mas ao olhar pra baixo percebi que havia desaparecido. Olhei de novo pro espelho, o vi, olhei pra baixo, não vi mais nada e de novo pro espelho, o vi, e assim fui movimentando a cabeça pra cima e pra baixo para entender o que estava acontecendo. Ilusão. Só poderia ser. Olhei mais duas vezes pra baixo e pro espelho e entrei em pânico. Virei de lado, em um pulo só, e percebi que minha barriga havia virado uma barreira entre nós. Um muro das lamentações, uma montanha de guloseimas depositadas entre dois amigos de carne e osso, uma fronteira que dividia o norte e o sul. Como pude não perceber isso antes? Agora só com presença do espelho e, com excelentes, excelentes, excelentes condições de temperatura e pressão é que poderia encontrá-lo. Tem coisa pior do que perde o pênis para uma barriga? Uma barriga imoral, provocadora de desunião entre amigos inseparáveis. Talvez tenha, mas foi assim, somente assim, que cheguei à conclusão que daquele dia em diante eu deveria começar a emagrecer.

6 comentários:

Dária disse...

rsrss
vo copiar esse texto e enviar pra alguns amigos... há pessoas que precisam mais dele do que você! =P

Anônimo disse...

Bem, primeiramente ri muito deste texto e só agora entendi porque você se matriculou tão rápido em uma academia. Segundo, não sabia que você tinha perdido seu pinto. kkkkkkkkkkk!!!
Beijos!. cíntia Sá

Janaína disse...

kkkkkkkkk

Quando vc falou da temática deste, nem refleti muito, só levemente curiosa fiquei. ah, mente criativa... melhor ainda é a função social do texto. brinque não! tem pessoas que nem percebem que perderam até a si com o ganho dos prazeres guloseimosos, aumentos colesteróicos e do volume barrical. perdem contato com o pé, visão de seu querido (quer figura mais idolatrada pelos homens?) pênis, e muito mais... coitadas das mulheres, q têm q fazer esforço p se adaptarem às mudanças, e sublimar seu gosto pela aparência física... coitadas...

=P

Kirs disse...

kkkkkkkkkkkkk. Então chama um guincho pra eu encontrar o pênis do meu marido, ele foi soterrado. Te amo priminho.

cássio serafim disse...

Benício, adorei o texto. É um texto que merece ser levado à sala de aula. Pode gerar toda uma discussão sob a luz de pesquisas sobre corpo e consumo nos dias de hoje. Penso assim. Bom, mas, mesmo assim, penso que você deve providenciar uns pequenos ajustes lingüísticos nele (ali ficou sem o a; numa locução verbal, o segundo verbo ficou sem o r; entre outros). Independente desses detalhes lingüísticos, eu só lhe tenho a desejar parabéns. Você é massa! kkk.
Cássio Serafim

Leozinha disse...

kkkk ah menino.. ainda bem que vc percebeu que não pode existir só pela metade não, viu!! ? adorei o texto!

Sobre o escritor

Benicio de Sá
Natal, Rio Grande do Norte, Brazil
Mestrando em Direito pela UFRN na área de biocombustíveis.
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